Sempre há uma esperança, claro. Mas enquanto estamos torcendo e esperando que a pessoa "volte", ela esta sofrendo. Tem consciência do que acontece ao seu redor, em alguns casos nem isso, mas nada pode fazer... apreciar o que lhe foi dado, a vida. Existe, mas não vive.
Há sim, casos que depois de anos a pessoa reviveu mas são raríssimos. Em casos em que a pessoa está inconsciente e apenas com os órgãos e movimentos involutários funcionando não adianta muito termos "esperança" e deixá-la "viva". Nos casos em que o donte está consciente do que acontece, mas não pode fazer nada por estar em um estado preocupante, digo que é um caso pior ainda. Estamos mantendo presa nessa mundo, sem poder usufruir do que lhe é de todo direito, sua vida. Colocando-me no lugar da pessoa, eu sonharia com uma vida inteira para sorrir, chorar, brigar, me emocionar, me espantar e aprender, um mundo inteiro para conhecer e adquirir pelo menos um pouco do conhecimento que existe nesse fabuloso mundo... mas ao mesmo tempo saberia que não posso ter nada disso, apenas ficar deitado em uma cama por anos e anos.
Concordemos que é doloroso para qualquer um desligar as máquinas e ver a pessoa morrer, mas vai deixá-la viver mas ao mesmo tempo morrer? Eutanásia crime? Esse assunto se parece até com uma outra grande polêmica, o aborto. Em ambos, estamos tirando uma vida. Mas na eutanásia é uma vida ja vivida e ao mesmo tempo que não há mais chances de ser vivida.
Os médicos e profissionais da área tem a obrigação e a vontade de salvar vidas. Em algumas doenças, é medicado ao paciente medicamentos para reduzir a dor. Infelizmente, esses medicamentos em alguns casos podem adiantar um pouco a morte do indivíduo. Adiantando a morte do indivíduo, o médico leva a culpa. Mas é certo permitir que uma pessoa, por assim dizer, "morra" de dor?